quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Preservar e Difundir: duas ações possíveis (simultaneamente) no espaço digital

             Ao pensar digitalização de acervos, provavelmente a primeira coisa que pensamos é que estamos garantindo um futuro eterno àquele documento que transitará de meio e terá a segurança do digital para não mais precisar ser preservado. Porém, os profissionais da informação devem estar atentos a todas estas tentativas de manutenção da informação em novos formatos que não o de sua origem. Atualmente, é muito comum ouvirmos alguém comentando que está digitalizando acervos de fotos, livros ou outros documentos. O processo de digitalização exige ser pensado e efetuado com muito cuidado. A partir do momento que o documento foi digitalizado, a manutenção do original não acaba, pelo contrário, ela deve seguir os passos das mudanças tecnológicas.
            Em primeiro lugar o documento original deve ser manuseado e digitalizado de maneira que sua preservação seja total, além disso, antes de acontecer a digitalização é necessário que já se saiba o quão acessível esse documento será e para quem será. As informações de identificação são indispensáveis na digitalização, tem uma função fundamental para a preservação da identidade do documento, sua autoria, data, enfim, dados que tem de seguir o documento na sua migração de formato.
            Há um aspecto fundamental que deve ser levado muito a sério na hora da seleção e escolha dos documentos para serem digitalizados que é o valor intrínseco. Qual o papel que esses documentos ocupam e qual a sua importância para o ambiente que estão inseridos. É a partir do controle de qualidade, o subjetivo o qual se dá pela inspeção visual - que vai depender do olhar que a pessoa lançar às informações – e o objetivo que ocorre por intermédio de um software, que se sabe se o esforço da digitalização vale a pena ou não e percebe os detalhes, avalia e decide o que se pode manter, corrigir ou refazer. Para auxiliar nesta tarefa de verificação, existem os gabaritos que permitem a análise das cores do original e o quão próximas estão.
            Todos estes fatores são básicos para que a digitalização passe a ser vista como um processo delicado que necessita de planejamento e que não acaba depois que o documento estiver em formato digital, mas que necessita de preservação durante e após o processo. Além disso, as constantes mudanças tecnológicas também tem de ser consideradas, como por exemplo, a transição de formatos, para que as informações possam se difundir, sempre considerando questões como a origem do documento, sua importância e finalidade.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Documentos eletrônicos, para onde estamos indo?

É evidente que atualmente estamos vivendo com muitas modificações no que diz respeito ao desenvolvimento de tecnologias. Dentro desse contexto os documentos também aparecem em muitos novos formatos o que merece atenção, pois muitos aspectos que o dizem respeito também sofrem transformações. Nós, futuros profissionais da informação, temos que ficar atentos a todas essas mudanças, para que se possa mediar a interação entre homem e tecnologia. Com certeza, os documentos eletrônicos surgem para agregar o conhecimento, mas é fundamental que seja utilizado de maneira correta. Para isso, melhor do que ninguém, um profissional qualificado que possa fazer com que todas as tecnologias da informação sejam utilizadas da melhor forma.

Os documentos eletrônicos surgem para facilitar e difundir informações, são caminhos muito relevantes para quem gosta e tem acesso aos conteúdos certos. O importante é não excluir nenhuma forma de conhecimento e sim agregá-las, até por que o livro impresso tem um valor inestimável e jamais vai perder seu caráter cultural e sua simbologia relacionada à sabedoria. Cada pessoa pode se adaptar de acordo com a tecnologia que melhor lhe convém.

O título do blog "Rasgando ideias" está relacionado com o efeito que opiniões podem e devem causar. O importante é expor ideias da melhor maneira possível e dialogar para que cada opinião possa acarretar em um "rasgo" na nossa formação  e marcar com uma boa justificativa o porque a defendemos. É isso que pretendo com o Blog, uma interação e que cada "rasgo", com seus conteúdos, possam marcar nossa aprendizagem.